Um girassol sem Sol

Atualizado: Jan 28

Filho de uma semente bastada, 

Em uma terra largada, porém mui fértil.

El girassol crescia.

Sozinho em um, armazém velho

Onde gentileza e amor se ausentaram-se de lá.

Se nutria das pequenas gotas de chuva,

Que milagrosamente passavam pelos buraquinhos do telhado.

Buraquinhos que transpassavam luz suficiente pra que ele crescesse.

Entre a falta de cuidado e a sobrevivência.

Cresceu feio desengonçado

Qualquer um diria:

– Que horror, senhor!

Mas havia sua beleza.

Uma inexplicável resistência

E tamanha vontade de viver.

Mesmo abundante de ausência.

Certa vez, em uma manhã de segunda, 

Um terremoto deu- se por lá.

E após horas de tremores, 

o velho armazem caiu ao chão.

Foram horas terríveis para o

Pequeno girassol,

Mas incrivelmente estava ele lá,

Arranhões e cortes, porém vivo.

E pela primeira vez vendo a luz do dia.

Magneticamente foi conduzido a uma luz forte,

E entre encantamento e temor

Apaixonou-se a primeira vista por ele: 

O Sol.

El girassol não soube o que era a gentileza das gotas vindas da chuva abundante,

E não foi cuidado diariamente pelos raios do Sol, 

Mas resistiu a vida toda para amar e deixar ser amado pelo Sol.

Agora já não era mais sozinho

Já não sobrevivia mais,

Pois agora ele vivia.



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Raiva Sacra... Uma Mulher e dois Olhos de Trovão.