Sem o menor talento pra Cinderela.

Atualizado: Jan 28

Há algum tempo venho me inspirando pra tal atitude, escrever sobre o tal conto de fadas, – fui impulsionada para isso após ler um texto em outro blog. – Trabalho difícil, já que nunca me identifiquei com contos de princesas e seus príncipes, sempre fui mais com a cara das madrastas malvadas e outras vezes até das fadas madrinhas, no entanto, nunca sonhei em ir a Disney ou coisa assim. Por fim, pra terminar essa explicação chata, nunca fui muito fã do "Felizes para Sempre", e não é por falta de feminilidade, é por consciência da realidade, feminismo excessivo da minha parte? Talvez, mas dane-se, é o que eu penso.  Sempre fui bem resolvida sobre esse assunto, em momento algum foi um tabu lidar com esse tema, mesmo as pessoas sendo claras sobre o que “acham”, não me lembro de ter esquentado a cabeça com isso, nem mesmo na faculdade, que neste último semestre, em Literatura, tivemos de estudar os famigerados contos de fadas, afinal todos que não me acham normal já sabem da minha tendência ao estranho, – rio muito dessas coisas, fato. – então deixaram passar.  Minha profunda sinceridade sobre os tais, e não é porque estudei o livro: “A Psicanalise dos Contos de Fadas”, é só por ter sido reprimida pelas minhas coleguinhas que achavam essas histórias o máximo e eu não. Tá, eu tinha lá meus 7 ou 8 anos de idade, mas ficou marcado ué… Mas essa sensação vai além dessas estórias, tem muito livro de romance famoso, com Romeu e Julieta, que me deprime com tanta falta de realidade, sim, eu posso estar louca por pensar isso de um livro de Shakespeare, mas não vejo nada de romântico em um cara que de uma hora pra outra esquece da pobre Rosalinda e se apaixona perdidamente por Julieta, que por sua vez se apaixona por ele e algumas horas depois já vai pra cama com ele, “casa-se” e finge uma morte que leva o seu amado a morte verdadeiramente, que faz com que ela se mate em seguida. Entendo o apelo forte da história, mas poxa vida, que amor mais sem tipo (risos). Há filmes também que fazem o mesmo, aliás, tem um escritor o  Nicholas Sparks que está famoso escrevendo e lançando vários filmes nessa pegada, não que seja ruim, já li alguns desses livros e vi os filmes, mas essa sensação não passa, essa coisa de romantizar tudo, de haver o homem ideal, a outra metade, muito disso acaba caindo por terra após ler o Psicanalise, mas eu não vou contar aqui o porque, ah, porque não quero destruir a infância de ninguém, já me basta a dos meus alunos (risos), mas o que quero tentar dizer é que somos forçadas – agora direcionando a nós mulheres. – a acreditar em príncipes  encantados, castelos, felizes para sempre, etc e mesmo a mais sã dessas mulheres, carrega resquícios disso em sua vida, seja na expectativa do amor verdadeiro, ou no castelo do rei ($). Falo isso porque sou uma delas, sou romântica também poxa, tenho meus sonhos bobos,- difícil de acreditar né? – o diferente é que nunca tive talento pra ser a princesa que tem de ser escolhida dentre tantas outras por um príncipe que faz uma festa para escolher sua futura mulher, – citando Cinderela. – não tenho saco pra competir com as elegantes, educadas, submissas princesas … Nem quero mesmo!  Sei lá, sempre gostei de exclusividade, de coisas únicas e principalmente de olhos nos olhos, clareza e sinceridade, o que vemos hoje em dia, muitas vezes, é um jogo de interesses, por isso o ciúmes em excesso, e eu detesto ciúmes, aliás quem gosta? Nós acabamos nos enganado por falsos padrões e tratamos pessoas como objeto. As pessoas não me entendem muito, porque penso assim, simples, sempre gostei muito de ser quem sou, da liberdade que tenho, da minha sinceridade e até da minha grosseria (risos eternos). Só acho mais fácil tentar ser o que se é, sem essas frescuras, ser feliz em quanto pode, a felicidade eterna me parece entediante e muitas vezes absurda, acredito que o amor independe disso, vai além, mas isso a gente só aprende com o tempo.  Apesar do meu pequeno desvio do assunto, é um pouco do que se passa em minha cabeça, um pouco turbulento, mas simples até de entender, tudo isso só pra dizer que não sigo a “regra geral”, não sou e nem nunca fui a princesinha do papai, prefiro ser a camponesa, a trabalhadora, a mãe, a amiga, a companheira, a esposa,a professora, a mulher, do contrario a vida vira um erro, nada contra as meninas que vivem esse sonho de princesa, só que nunca fui muito com essa história. Imagine uma garota que no aniversário de 15 anos pode escolher a mega festa com debutantes e todo o circo e escolheu um churrasco com os amigos em casa, é, essa garota sou eu, e não me arrependo, me diverti mais e me preocupei menos, acho um ritual de passagem necessário até, mas não para mim, acho que nem quando eu me casar vou quer essas coisas (risos), sou bem de boa quanto a detalhes assim, reafirmo gosto do simples, mesmo que complicado, é assim que vale a pena e é assim que me sinto bem. Pra terminar logo isso pois já está cansativo, deixo a dica para as gurias: sejam o que são, até as que sonham com o príncipe encantado, mas sejam felizes, se amem, não esperem o amor verdadeiro e o felizes para sempre. Ousem ser loucas, ousem pedir seus amados em casamento, arrisquem o primeiro beijo no amor da sua vida, se assim você o achar que ele é, e se ele não for, arrisquem novamente até ser, VIVAM, APROVEITEM e SEJAM, não esperem acontecer, Vamos a Luta amadas e amados!. 

[Coisas de uma louca apaixonada pelo caos. Prazer Bianca.] 

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