Poesia de um caderno velho.

Atualizado: Jan 28


É o sufoco da alma que nos faz poetas.


E escrevo por amor.


Perdidamente invocando o que há.


Absurdamente sonhando.


Aprisionada no querer.


Sufocada por saber.

A sinceridade me toma por completo, ai me calo.



Não há vocação sem vontade.


Não há medo, sem renuncia.


E eu renuncio.


A vida é feita de renúncias feitas por amor.


Tomo o lápis a mão,

E me ponho a escrever.

Renunciando aos desejos da alma.

Me entregando ao amor.

Que a poesia nos afete e a sensibilidade nos preencha.

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