E se foi.

Atualizado: Jan 28

Primeiro ponto. – Como já dizia minha falecida avó: “Para morrer basta ‘tá’ vivo!”. E a coisa funciona bem assim.

Ontem era planos, faculdade, sonhos à realizar.

Hoje é vela, flores e muita gente à chorar.

Antes era o medo.

Agora é a certeza.

Segundo ponto. – Há duas semanas estávamos conversando e falando da vida, hoje foi só despedia.

Ontem era a cervejinha no bar.

Hoje é o borre, ressaca que não quer passar.

Antes era festa.

Agora é dor.

Terceiro ponto. – A morte é a única certeza da vida, mas a gente nunca espera que seja tão cedo.

Ontem era as alegrias, amizades, brincadeiras, familiares.

Hoje é um buraco enorme no peito.

Antes o riso, a piada.

Agora o silêncio.

Quarto ponto. – Tudo passa, tudo passará, menos a saudade que só aumentará.

Ontem.

Hoje.

Antes.

E agora.

Há sempre a ausência.

E foi tão cedo, tão jovem.

Não dá pra acreditar. Num piscar de olhos tudo muda E se vai, Pra nunca mais voltar.

“É tão estranho, os bons morrem jovem.”

A SAUDADE NUNCA MORRERÁ.

Sexto e último ponto. – As boas lembranças permaneceram e agora é delas que devemos cuidar. 

Adeus.

[Em memória de Josivan Dantas eterno amigo, pejoteiro e companheiro de luta.]

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