– Chuva. –

Atualizado: 29 de Jan de 2020

Enquanto ela cai, eu me molho. Enquanto ela cai, eu imploro. Eu choro e rio, um rio, uma enchente, uma tempestade. Enquanto ela cai, eu me esqueço que poesia deveria rimar. Só lembro que a vida é pequena e deve se aproveitar. Deve-se degustar de cada pequeno segundo. Mesmo que uma gripe eu pegue, não vou me secar. Mesmo que de longe eu peque, vale a pena sonhar.

A chuva vai caindo e eu rindo me ponho a cantar.

Não há problemas, deles eu me esqueci.

Não há certezas, delas eu me despedi.

Deixo ela cair, me lavar, amar e libertar.

Faço louvação aos ‘deuses’.

Me faço chuva também.

Aqui está somente a chuva e eu.

Minha alma e o trovão.


0 visualização0 comentário

Posts recentes

Ver tudo

Infortúnios

Eu rezei pra morrer. Pera ai! Quem reza pra morrer? Tanta gente rezando pra curar o câncer, pra viver mais um bocadinho, e eu rezando pra morrer. Que porra de vida escrota! E forcei a levantar da ca

Oração à Insonia

Roga-me ó mãe dos desavisados. Rega-me o peito ó mãe celeste. Rogai por nós ó Deus da multidão. Regozija de plena mansidão. Reveste me de insanidade. Rega-me de poesia e o palavrão. Roga junto de mim

Doença

Eu tenho uma doença Essa doença é escrever. Enquanto não escrevo Eu não tenho paz. Não durmo. Não como. Não tenho sossego Enquanto não escrevo. Não há cura E nem remédio Não há solução Senão escreve

face.png
insta.png
ttr.png

Raiva Sacra... Uma Mulher e dois Olhos de Trovão.

Todos os direitos reservados. Este site ou qualquer arte, desenho ou texto dele não pode ser reproduzido ou usado de forma alguma sem autorização expressa, por escrito, do autor ou editor, exceto pelo uso de citações breves em uma resenha ou com os devidos créditos. O conteúdo deste site é pessoal, qualquer interesse de uso ou parceria, entrar em contato com a autora pelo e-mail: bi.ortega.f@gmail.com