– Chuva. –

Atualizado: Jan 29

Enquanto ela cai, eu me molho. Enquanto ela cai, eu imploro. Eu choro e rio, um rio, uma enchente, uma tempestade. Enquanto ela cai, eu me esqueço que poesia deveria rimar. Só lembro que a vida é pequena e deve se aproveitar. Deve-se degustar de cada pequeno segundo. Mesmo que uma gripe eu pegue, não vou me secar. Mesmo que de longe eu peque, vale a pena sonhar.

A chuva vai caindo e eu rindo me ponho a cantar.

Não há problemas, deles eu me esqueci.

Não há certezas, delas eu me despedi.

Deixo ela cair, me lavar, amar e libertar.

Faço louvação aos ‘deuses’.

Me faço chuva também.

Aqui está somente a chuva e eu.

Minha alma e o trovão.


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